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Bísaro: a salsicharia que leva o fumeiro transmontano ao mundo

A Bísaro faz parte do grupo A. Montesinho

"A Bísaro faz parte do grupo A. Montesinho que também opera área da restauração e turismo. Um exemplo de empreendedorismo e cujos mentores do projecto não conhecem a palavra crise. Nos últimos três anos cresceu mais de 40 por cento. Ontem, foi inaugurada a nova fábrica Bísaro que servirá, essencialmente, para os produtos de cura natural.
Os negócios são, agora, geridos pelo filho e netos do fundador. Alexandrina Fernandes é a neta do casal que há 80 anos deu origem ao que é hoje o grupo Amontesinho. Tem 32 anos. Com o irmão de 31 e o pai, gere as várias empresas da família que vão desde a criação de porcos de raça bísara, transformação e comercialização de enchidos, restauração e turismo.
Este é um exemplo de sucesso que se traduz pela qualidade do produto, pelo esforço em estar nos principais mercados nacionais e por levar os enchidos bísaro além fronteiras. A empresa produz todo o tipo de enchidos mas o presunto de porco bísaro é a principal referência. Dá emprego a 43 pessoas com uma média de idade a rondar os 29 anos e a maioria licenciados.
Na construção da nova fábrica foram investidos cerca de 900 mil euros numa nova unidade para dar resposta ao aumento da procura, sobretudo no mercado internacional.
“Andamos em contraciclo nos últimos anos. Temos crescido”, afirmou à Lusa Alexandrina Fernandes, a terceira geração de um negócio familiar que com base em produtos locais conquistou mercado nacional e internacional.
O investimento, comparticipado em 223 mil euros pelo PRODER (Programa de Desenvolvimento Regional) vai criar “entre cinco a dez postos de trabalho nos próximos dois a três anos” e vem dar resposta ao aumento da procura dos produtos certificados e confeccionados nesta salsicharia tradicional.
A actual fábrica ficará mais vocacionada para a alheira e os enchidos, enquanto a nova unidade está direcionada para produtos de cura natural mais demorada como o presunto de porco bísaro, com uma cura mínima de dois anos, e que ganhou visibilidade internacional com um aumento da procura em países como França, Noruega e Inglaterra.
“Os clientes valorizam o facto de os animais andarem livres no campo e ficam surpreendidos com o produto, as características da carne”, observou a jovem, que com o irmão gere esta área de negócio, que conta com duas explorações com 1.100 animais, além de negociar também com produtos locais.
O tipo de alimentação à base de produtos do campo como as hortícolas, confere as características que distinguem esta carne, nomeadamente a castanha que também é dada aos animais e “torna o sabor mais adocicado”, o que é apreciado por alguns clientes internacionais.
Os enchidos foram os primeiros a conquistar mercado e são consumidos em França, Inglaterra, Macau, Espanha, Itália, Noruega, Luxemburgo, Angola e Moçambique. Encontram-se também em fase de habilitação para seguirem para o Brasil.
Por cá, esta salsicharia trabalha com a grande distribuição, lojas gourmet e “chefs” de cozinha de restaurantes “Michelin” como Leonel Pereira e Vitor Matos" 

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